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12 plantas perfeitas pro seu apezinho

setembro 6, 2017

Nosso querido amigo Gabriel Pedrotti escreveu esse post pro Archdaily sobre plantinhas que casam lindamente com ambientes fechados. Gostamos tanto que resolvemos compartilhar aqui. Só ideia boa pra você, dá uma lida!

Boa leitura!

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Qualquer ambiente fica mais aconchegante com uma planta. Não é preciso ter uma grande sacada para cultivá-las, muitas espécies se desenvolvem bem na sala, cozinha e até banheiro, com pouca manutenção e não ocupando muito espaço. Os vasos e cachepôs onde se desenvolvem são uma boa aposta na composição de ambientes bem decorados. As flores acrescentam cor e diversidade para todos os ambientes, mas vale lembrar que as espécies que não produzem flores realizam menos fotossíntese e, portanto, exigem quantidades menores de sol e portanto são mais indicadas para serem cultivadas dentro de casa. Importante ressaltar que os nomes populares podem variar muito, e por isso deve-se atentar sempre para seus nomes científicos na hora de escolher suas espécies.

A seguir, selecionamos 12 plantas de caráter ornamental ideais para serem cultivadas em ambientes internos.

Bromélias – Existem várias de espécies de bromélias, a maioria de origem brasileira, e são ótimas quando utilizadas tanto isoladas como em pequenos conjuntos. Essas epífitas se desenvolvem bem em ambientes com bastante luz indireta e sobretudo úmidos, tanto interno quanto externos. A maioria das espécies apresenta contraste marcante em suas folhas e inflorescências que são bastante ornamentais. Exigem baixa manutenção e em dias muito quentes, é recomendado aplicar água com borrifador em sua parte central.

Cactáceas e Suculentas – Existem várias espécies tanto de suculentas como cactáceas e são muito utilizadas para ornamentação de ambientes internos tanto isoladas ou em pequenos grupos. Muito usadas na composição de pequenos terrários, estas plantas exigem pouca manutenção e rega cuidadosa, que não deve ser superior a uma vez por semana – a maioria não tolera água em excesso pois pode apodrecer suas raízes. As cactáceas se desenvolvem bem em ambientes de maior iluminação, já as suculentas preferem luz mais indireta, mas ambas não toleram sol direto.

Jade | Crassula ovata – Essa suculenta de crescimento lento merece destaque por formar um arbusto similar à uma pequena árvore quando desenvolvida. Possui floração exuberante e perfumada, na cor branca ou rosa, principalmente no inverno e primavera. Cultivada em plena luz, pode receber um pouco de luz do sol direta pelo menos parte do dia. Não deixar o solo muito úmido após irrigação, que pode ocorrer em média uma vez por semana.

Lança de São Jorge | Sansevieria cylindrica – Altamente resistente, esta espécie de origem africana tem as folhas alongadas e em formato cilíndrico é ideal para ambientes internos. As folhas desta suculenta crescem em forma de leque e apresentam ranhuras na cor verde clara. Pode ser cultivada em vasos ou mesmo em jardins com cobertura de pedras, por ser pouco exigente em termos de substrato. Preferível não ficar exposta ao sol direto e toleram ambientes com ar condicionado. Rega deve ser na base, e não sobre as folhas, numa frequência média de a cada 15 dias.

Lírio da paz | Spathiphyllum wallisii – Não confundir com o copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica), o lírio da paz é originário do norte da América do Sul e também possui folhas verde escuro brilhantes e floração na cor branca, mas é menor, muito menos exigente e mais resistente. Comumente oferecida em sinal de boa sorte e de paz, também é atribuída a ela propriedades purificadoras de ar. Se desenvolve bem em solos ricos em matéria orgânica e em ambientes de luz indireta e meia sombra. Pode florescer o ano todo, mas sobretudo na primavera e verão, com flores brancas e sem perfume. Não ultrapassa 1 m de altura, e suas folhas sofrem se diretamente expostas ao sol direto. A rega deve atentar para que o solo se mantenha sempre úmido.

Pacová | Philodendron martianum – De origem brasileira, esta epífita também conhecida como babosa-de-pau possui folhagem bastante ornamental. De caule curto, suas grandes folhas verde escuro são brilhantes e ovais, e seus característicos pecíolos são como pseudobulbos. Pode ser cultivada em vasos e canteiros, ou ainda fixa à uma árvore, por ser uma epífita. Desenvolve bem à meia sombra e em substratos ricos em matéria orgânica, mantidos sempre úmidos. Não é muito resistente ao frio e nem ao sol direto, que pode causar manchas nas folhas.

Palmeira-ráfia | Rhapis excelsa – De grande uso em ambientes tanto internos como externos, esta palmeira de origem asiática possui múltiplos caules finos e longos, e cresce ereta e em touceiras, com folhas plissadas verde escuras e brilhantes. Se desenvolve bem em quase qualquer tipo de iluminação, desde sol direto à pouca luz. A rega deve ser frequente, mas sem deixar a terra encharcada.

Pleomele | Dracaena reflexa – Vistosa e arbustiva, esta espécie apresenta caule ereto e ramificado, com folhas bastante ornamentais, com verde mais escuro no centro e bordas brancas ou verde-limão. Pode atingir uma altura média de 2 a 3 metros. Originárias do leste africano, não necessita luz direta, mas se desenvolve bem com próximo à janelas e em ambientes de muita claridade. Deve ser regada regularmente, de 2 a 3 vezes na semana.

Samambaia | Nephrolepis exaltata – A samambaia é bastante comum e fica super legal em ambientes internos – é uma das plantas ornamentais mais vendidas no Brasil. Com folhas verde claro, a espécie mais comum é a Nephrolepis exaltata, cultivada em vasos e jardineiras suspensas. Apreciam bastante luz, e algumas variedades até toleram bem algumas horas de sol direto, portanto devem ficar perto de janelas ou em ambientes com boa iluminação indireta. É importante manter o solo sempre úmido, com rega frequente, mas atentar para substratos bem drenados.

Sigônio | Syngonium angustatum – De folhagem bastante decorativa, apresenta folhas na cor verde clara com ranhuras brancas quando mais jovem, e folhas de verde mais escuro e lisa em plantas mais adultas. Perfeita para ambientes de meia luz, também pode ser plantada em canteiros e vasos externamente compondo forrações. Também cresce como trepadeira se escorada em um tutor. Originária da América Central, se desenvolve bem em solos ricos em matéria orgânica e com bastante umidade, portanto exige regas regulares. Também se desenvolve bem quando cultivada na água, em vasos e outros recipientes, desde que haja a troca da água regularmente.

Violeta | Saintpaulia ionantha – Também conhecida como violeta africana, é perfeita para ambientes internos por possuir tamanho compacto e floração marcante em diversas cores, ótima para pequenas composições. Devem ser cultivadas em solos ricos em matéria orgânica, e ficar próximo à janelas para iluminação indireta, onde se desenvolve bem – é importante evitar o sol direto. A rega deve ser cuidadosa, apenas quando o substrato estiver seco, e deve-se evitar molhar folhas e flores.

Zamioculca | Zamioculcas zamiifolia – De origem africana, esta é uma das espécies mais utilizadas em ambientes internos, por ser bastante rústica. Apresenta folhas brilhantes e em tons de verde escuro que podem chegar a 1m de altura. Se desenvolve bem em ambientes com pouca luz e também com luz indireta abundante, mas evitar o sol direto, que pode prejudicar suas folhas. Tolera ambientes com ar condicionado. Não recomendada para espaços onde circulam cachorros ou crianças, suas folhas podem ser tóxicas quando ingeridas. Deve ser cultivada em substrato drenável, ricos em matéria orgânica. A rega não deve ultrapassar uma vez por semana.

Dicas do ArchDaily

As frequências de regas variam bastante com a variedade da planta, a época do ano e o local onde está sendo cultivada, e deve-se evitar seguir regras muito rígidas. Uma maneira prática de descobrir qual a periodicidade ideal é afundar o dedo levemente na terra para verificar se está úmida ou não. A rega deve sempre ocorrer no substrato e não nas folhas;

Um solo bem drenado faz muito bem à qualquer espécie. Se cultivadas em vasos, devem ter a base composta de argila expandida ou ainda pedriscos, e substrato composto de duas partes de terra e uma de areia, para a maioria das espécies;

Atentar para as folhas, elas sempre indicam se a planta está precisando de mais ou menos luz. Em espécies de folhas maiores, é importante passar um pano úmido de tempos em tempos para retirada de poeira acumulada, pois pode prejudicar sua fotossíntese.

Nota do Apezinho: O post original foi escrito aqui. E as imagens desse post são da maravilhosa lojinha Wabi-Sabi Ateliê. Não é jabá não, a gente curtiu mesmo!

 

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