mudar

Desconecte-se

outubro 9, 2014

Recentemente participei de um evento (muito bom) chamado Advertising Week. Fui a diversas palestras com grandes marcas e profissionais de marketing, que dividiram com a plateia suas estratégias, principalmente na internet. Se eu fosse você, clicava no link do evento e aproveitaria os vídeos, tem muita informação bacana pra quem gosta do assunto.

1922110_1483589238585560_1907947515_nDuas palestras em especial me chamaram a atenção. Duas mulheres super conectadas nos aconselharam a parar. Por pelo menos cinco minutos. Durante um sábado. Relaxar.

Se elas conseguem, nós conseguimos também, vamos tentar? Aceite o contive da Ariana e da Tiffany e desconecte-se! Assim seremos mais felizes!

 

As imagens do texto foram tiradas em NY. E estão em nosso Facebook e Instagram.

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A Arianna Huffington é a Presidente do portal Huffington Post, uma das mulheres mais poderosas do mundo e não para nunca, confessou, inclusive, que trabalha durante as madrugadas! Ela conversou com o Doutor Richard Davidson, um dos maiores neurocientistas do mundo, sobre a relação entre a meditação e a felicidade. Assista à entrevista (o médico é logo o primeiro convidado)!

10706993_960042477345195_493484380_nO que ele nos contou é animador! A felicidade é uma habilidade. Assim como aprender a jogar tênis ou andar de bicicleta. E a meditação ajuda muito no atingimento da felicidade. Sabe por quê?

Porque a prática nos faz voltar para o momento presente, coisa que normalmente não fazemos.

O Doutor Richard disse que 47% das pessoas não prestam atenção no que estão fazendo. Ou estão no passado ou no futuro. E isso é bem frustrante, não é? Sabemos que sim!

O cérebro é plástico, ele se molda ao longo de toda a nossa vida. Na maioria das vezes a influência é externa, mas nós podemos influenciá-lo mais! Dê um tempo nas multitarefas, foque-se. Uma meditação de apenas cinco minutos muda até os nossos genes! E pessoas felizes são mais saudáveis, dormem melhor e se relacionam de forma mais inteira com as pessoas. Assim como as crianças, são mais gentis e cooperativas.

A Ariana usa dois apps para dar uma força no relaxamento: Headspace e Antissocial. Conheça também o National Institute of Health, local onde o Doutor trabalha. E um canal lindo que nos ensina a começar a meditar.

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A Tiffany Shlain é cineasta. Fundadora do The Webby Awards e vencedora de diversos prêmios internacionais. É uma mulher singular. Assim como a Ariana, ela é hiperativa, ligada na tomada. Entre dezenas de projetos bem sucedidos, tem uma série chamada The Future Starts Here. Seus vídeos já foram vistos por muitos milhões de pessoas. Nesse papo animado, ela defende com paixão uma ideia chamada Technology Shabbat. Uma mudança de hábito, que criou com seu marido e filhas e mudou a história de sua família.

10683846_372222769610180_1703623841_nA Tiffany é judia. E os judeus têm por hábito praticar o shabatnome dado ao dia de descanso semanal. Ele começa no por do sol da sexta-feira e vai até o por do sol do sábado.

Tradicionalmente as horas são dedicadas às orações, estudos da Torá e refeições festivas. Nesse período não se trabalha.

Qual foi o insight que ela teve? Transformar o shabat de sua família em um momento ainda mais íntimo. Sem tecnologia. Celulares, computadores, games.

A desconexão das máquinas fez com que suas crianças voltassem a brincar juntas, conversassem com os pais, lessem, fossem para o quintal, transformassem as refeições em experiências cheias de alegria e sem interrupções externas. Ela e seu marido se namoram e namoram seus pequenos!

No final do sábado, eles podem voltar a sua vida virtual, se quiserem. Na grande maioria das vezes essa volta não é imediata. Eles ainda ficam fazendo o que estavam, porque estava tão bom, parar não faz sentido. Lindo, né? <3

Como a Tiffany nos convida a voltar para o mundo real, não vou colocar links adicionais aqui! Só te peço para respirar fundo, desligar o computador e desfrutar a vida com quem você ama, ainda não criaram nada melhor!

Ah, e pra fechar, sabe quantas vezes tocamos em nosso celular diariamente? 150 vezes, socorro! Podemos e devemos mudar isso.

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E aí? Pronto para desconectar?

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1 comentário

  • RespondaDiego Carzaoutubro 10, 2014 at 6:28 pm

    Poxa Dani, achei tudo tão genial! Obrigado por compartilhar.
    150 vezes no celular é realmente assustador? Lendo isso tudo, me fez lembrar da animação Wall-e (da Pixar) cuja temática central retratava o futuro do planeta Terra, destacando questões sobre a falta do pensamento sustentável e de uma sociedade fanáticamente conectada.
    Aquele ser humano que caia em uma cadeira futurista e não conseguia se levantar por ter perdido suas funções motoras pelo seu sedentarismo excessivo.
    Cada vez mais, hoje em dia, parece não somos ninguém se não tivermos uma vida social agitada. Mas quando digo “vida social” não é tê-la em uma esfera real, com cheiro e sabores, mas sim, em âmbito virtual, com o máximo de curtidas, visualizações e compartilhadas possíveis. Há uma latente necessidade de se comprovar o que está fazendo, pensar na #hastag mais descolada e apropriada… chega até parecer uma inversão de valores, do que é “real”.
    Estamos nos tornando uma fotografia de nós mesmos… o impressionante é que apesar de percebemos, não mudamos. : /
    Enfim, que todos nós possamos abraçar mais do que digitar, receber mais amigos que adicionar e quem sabe, lançar o movimento: “Levante a cabeça e deixe as mãos livres” #desconectados

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