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Cartinha de mãe…

maio 4, 2015

Para comemorar o dia das Mães, o Apezinho convidou queridas amigas para escreverem cartinhas de amor para suas Princesas e Príncipes. Também pedimos fotos e nos apaixonamos com tanta fofura. Um recado das Pereiras para o Tito, Miguel, Dudu e Vera, Tomás e Rafaela, João, Gabriel, Lucas, Luca, João, Laura, Helena, Luisa e Nando, Marina e Mateus: que sorte vocês têm, criançada! Nós adoramos as mamães Vivi, Clarissa, Irene, Muniky, Robs, Carol, Mari, Carla, Juliana, Doti, Ana Paula e Andrea!

E como festa pra mãe sem versinho não existe, encontramos um perfeito do Drummond:

“Mãe não tem limite, é tempo sem hora,
luz que não apaga, quando sopra o vento
água pura, ar puro, puro pensamento.”

Lindo, né? Um grande viva para todas vocês, meninas! Merecem todo nosso carinho! :)

Da Vivi para o Tito

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Nem no meu melhor e mais perfeito sonho eu poderia ter imaginado ser possível sentir amor tão puro e verdadeiro assim! Sim, o amor é possível e existe. Graças a Deus sinto amor por muitas pessoas queridas, mãe, pai, irmã, marido, amigos. E sinto que me amam também. Sou pessoa de sorte!

Mas amor assim Tito, forte, apertado, brilhante, desesperadamente alegre e sincero, esse meu amor, eu “guardei pra você!” E esse amor só existe porque você existe! Obrigada, obrigada e obrigada por me permitir sentir e viver tudo isso. Tito, mamãe te ama até o infinito, ito, ito!

Da Clarissa para o Miguel

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Filho, Tenho vontade de te esmagar e sufocar de beijos desde que te vi nascer. Aliás, desde que te vi na ultrassonografia 3D de 12 semanas. Tu com 7 cm dentro da barriga e eu já querendo pegar no colo, embalar, enrolar numa manta pra dormir.

Hoje, depois de seis meses da tua chegada, tenho as maiores e mais pretas olheiras do mundo. Meu bíceps dói, e também meu tríceps, meu quadril e meu coração. Contigo estou aprendendo a ser mãe e vivendo com toda a intensidade teus primeiros dias neste mundo. Sou muito atrapalhada – já confundi líquido das lentes com soro e pinguei no teu nariz!! Já tive ataque de riso quando não dei conta de te limpar numa troca de fralda. Já chorei de cansaço bem quietinha no banheiro depois de te fazer dormir. Já morri chorando por dentro, sem derramar uma lágrima, cantando e segurando tuas mãos quando estreamos na emergência para encarar sessões de nebulização.

Enfrento todo dia o medo de não ser uma boa mãe, a solidão de te cuidar aqui no Rio sem a ajuda da família que está no Sul, as primeiras vezes que preciso vivenciar para que tu possas vivenciar as tuas.

Mas tudo compensa quando te vejo sorrir dormindo, acordar sorrindo e me estender os bracinhos. Brincamos, damos gargalhada e temos nossos momentos de cumplicidade. Quero que seja assim pra sempre: a gente superando os desafios de cada dia juntos, sem deixar de dar risada, de se divertir e de se amar muito. Meu colo é todo teu enquanto tivermos a dádiva de conviver e, por favor, nunca me impeça de te dar uns abraços apertados e muitos beijos. Não posso mais viver sem isso. Grata, Sua mãe

Da Irene para o Dudu e Vera

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Agora que vocês foram dormir posso escrever um pouquinho. Há três semanas embarquei na aventura que é ser mãe de dois, mãe de vocês dois. Para sua alegria, filho, meu primeiro amor, Vera finalmente chegou. A sua emoção vendo a irmã pela primeira vez ainda vai me fazer chorar por muitos anos (obrigado, vovô cinegrafista!). Mesmo você tendo apenas dois anos, você já entendeu que ela será sua companheira, sua amiga de bagunça e de histórias. É lindo vê-la prestando atenção quando você fala e te encarando com os olhinhos encantados, como quem diz: é ele!

Minha pequena, tenho que admitir, nunca imaginei que seria mãe de uma menina. Minha neném rosinha, linda e bochechuda, você dobrou sua mãe moleca! Eu, que nunca fui de lacinhos e babados, eu, que fui goleira do time de futebol dos meninos, eu … comprei um casaquinho de oncinha para você. Eu te visto de rosa pink e combino com lacinho. Eu! Eu? Você, minha Vera, veio para me mudar ainda mais, me desafiar ainda mais, e vejam só, me tornar ainda mais mãe, ainda mais mulher. Amo vocês, minhas encrencas favoritas. Ser bimãe (como brinca o avô cinegrafista) não é mole, mas é o que eu sempre quis.

Da Muniky para Tomás e Rafaela

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Tomás e Rafaela, se o gênio da lâmpada aparecesse para mim, além do pacote básico que inclui saúde e felicidade, eu desejaria que vocês fossem amigos para a vida toda. Ah, que maravilha seria vê-los parceiros, amigos. Irmãos que se amam, que se respeitam, que arrumam motivos para sorrir e que choram no colo do outro.

Dia desses, Tomás caiu e pegou na mãozinha de Rafaela para se levantar. Um gesto tão simples, tão corriqueiro. Mas que fortaleceu em mim os esforços diários para que o meu amor se multiplique e faça de vocês irmãos, irmãos de verdade. Irmãos de sangue, de alma e de coração.

Da Roberta para o João

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Uma das primeiras coisas que eu aprendi na vida foi amar a mim mesma antes de qualquer coisa. Amor que vale a pena, diziam, não te angustia, não tira o seu sono, não faz você esquecer de você mesma, não tira a sua liberdade, não exige que você mude sua vida ou reveja suas prioridades, não, não, não, não… E tudo foi assim mesmo. Só que você chegou. E transformou minhas noites em dias, me engordou 11 quilos, me proibiu de manter minha deliciosa vida boêmia e de fazer minhas sonhadas viagens, me distanciou dos meus amigos queridos, me deu um monte de varizes, me fez conhecer o que é a exaustão.

Mas também me apresentou um sentimento desconhecido, assustador, muito doido e muito intenso. Esse amor imensurável, descabido, sem hora, sem reservas, protetor, quase um orgulho. Que chega a doer no peito só de te ver dormindo, tranquilo. No meu primeiro Dia das Mães, os meus desejos são todos seus. Que você seja feliz. Que você se divirta nessa vida. Que não se leve tão a sério. Que não se cobre tanto. Que seja leve, alegre. E, para mim, saúde para poder te acompanhar e admirar sua caminhada. Toda a teoria sobre o amor foi subvertida. Esse é o verdadeiro amor ‘até que a morte nos separe’. Ou não, quem sabe? Te amo. Beijo, Mamãe.

Da Anna Carolina para o Gabriel

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Há poucos dias li um post no facebook com o qual me identifiquei de cara. Acompanhando a foto de um casal se beijando, com um bebê bem pequeno no colo, ele dizia assim: “A maternidade virou minha vida do avesso, e aí descobri que o avesso é o meu lado certo!” Não podia imaginar que um ser tão pequenininho pudesse mudar tanto e tão rápido a minha vida.

Desde o dia que você nasceu, nada nunca mais foi como antes. Toda a minha rotina foi pelo ar. A casa nunca mais esteve tão arrumada. Tudo o que eu gostava de fazer ficou em segundo plano. Mas, sinceramente, tudo com você é tão mais intenso e divertido que já nem lembro mais como era antes!

Hoje, depois de 1 ano e 3 meses, já até estranho se não esbarrar com nenhum brinquedo no meio do caminho, entre a sala e a cozinha. Se não tiver que catar os brinquedos e livros no chão da cozinha quando você termina de comer. Porque você trouxe ainda mais vida, cor, diversão e bagunça (por que não?) à minha vida. E eu adorei! Te amo, filhote!

Da Mari para o Lucas

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Meu filho, Você chegou em nossa casa há apenas 3 meses e tenho dedicado toda a minha atenção para você. E apesar de muito pequeno, noto que todo dia você descobre algo novo, maravilhoso. Que Deus permita que você continue em toda sua vida a descobrir coisas maravilhosas todos os dias. Que você desbrave esse mundão e volte sempre pra compartilhar comigo suas experiências, me lembrando de quando você ainda dependia de mim pra tudo, mas já aspirava muito mais! te amo, Mamãe

Da Carla para Luca, João e Laura

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Nossa!!! Essa é a primeira vez que escrevo para os três juntos e me dou conta que sou mãe de três agora, que loucura!. Filhos, vocês são a melhor coisa da minha vida, minha fonte de energia, de coragem, de amor. Transformaram minha vida numa grande e deliciosa aventura, e me dão, todos os dias, razão para acreditar que é o amor o grande trunfo da vida! Eu sou feliz demais e realizada por ser mãe de vocês. De cada um de vocês, e dos três! Luca, obrigada pela chance de aprender a ser mãe. Você verá o sabor das primeiras vezes como são inesquecíveis! João, obrigada por me dar a chance de reaprender a ser mãe, não qualquer mãe, nem a mãe do seu irmão, mas a SUA mãe. E Laura, minha filha, obrigada por me dar a chance de recomeçar e de viver tudo de novo, de um novo jeito. Amo vocês mais do que tudo!

Da Ju para a Helena

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Você é a praga mais linda que sua avó Vania poderia ter me rogado. E não é que você nasceu mesmo cheia de personalidade, bem parecida com a mamãe? (Pelo menos, é o que as pessoas insistem em dizer por aí… rs!). A começar pelo horário em que você resolveu que iria sair da barriga, né, filha? Às 3h da madrugada, com papai cansado de tanto fotografar mulher pelada, se recuperando pra mais uma maratona de Rock in Rio. Mas você não deixou ele ir, amor, bem do jeitinho que nossa chefa previu. Aliás, duas danadinhas vocês! <3

O “Amor, ou eu estou mijando na calça ou a bolsa estourou” vai ser sempre lembrado a cada comemoração em família, porque foi engraçado e emocionante pra caramba!!! Foi lindo!

Mas, olha, deixa eu te contar uma coisa. Não é fácil se fazer de forte, ter opinião pra dar e vender o tempo inteiro e querer que as coisas saiam bem do jeitinho que você planejou. Mas a mamãe está aqui pra segurar a sua mão e te lembrar sempre de que se a gente veio a esse mundo é pra causar! E não desistir. A vida não é justa, não é fácil, mas dá pra gente se divertir um bocado!

Espero que você não faça balé, jazz, sapateado, e que não tenha coleção de Barbies. Ao invés disso, adoraria que você jogasse futebol, fizesse jiu-jitsu e colecionasse camisas do Flamengo. Fala sério, é muito mais legal! Mas tudo bem se nisso a gente for diferente. Mamãe aprende a gostar de tudo isso com você.

Juntas, vamos dominar o mundo! Pra desespero do seu pai e do seu irmão…

Uma mordidinha de amor da sua mamãe “Fufu” (No caso, Juju)

Da Doti para a Lu e Nando

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Mãe, por que não tem carta sua pra gente? Com esse tranco fui interpelada ontem à noite pela minha ausência nesse post. Claro que o meu primeiro impulso, depois dessa dura, foi o de não escrever!!! E assim lá se vão 19 anos de uma relação entre duas cabeças duras. Duas chatas de galocha, diria o irmão – não, ele usaria um palavrão!!!! Duas histéricas, diria o pai – mais educado que o irmão!!!

Mas foi sempre assim. Desde que ela chegou, ela faz tudo exatamente do jeito que quer. Que é, curiosamente, sempre diferente do que eu gostaria. Invade meu armário, detona as minhas sandálias, some com as minhas maquiagens. Não à toa ganhou o apelido de vírus. Minha filha, meu vírus, o mais lindo do mundo!!! Meninona, moleca, estourada, inteligente, rápida e chaaaaaata!!!

Dois anos depois chegou o irmão. E a dúvida de como ter energia para dois vulcões. Mas ele me provou que um raio não cai duas (três?!) vezes no mesmo lugar e veio suave. Um cavalheiro. Lindo, lindo. Justo, silencioso, inteligente, sensível, palhaço. De outro planeta, quase!!! Quando o bicho está pegando, ouve-se, sem se alterar, a voz da sensatez, que ajuda a colocar tudo no lugar. É ele! Meu filho.

E fui aprendendo, com as semelhanças e as diferenças, que amor se faz assim. Cresce assim. Contrariando o que a gente quer. Provocando o que a gente pensa. Mostrando que está tudo certo quando está errado, e vice versa também.

Sempre juntos e misturados. Barulhento ou caladinho, o sentimento mais bacana do mundo!!! Amo vocês, pragas!!!

Da Ana Paula para a Marina

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Há dois anos, eu te conheci. Você morava num abrigo lá em Realengo. Tão pequenina, séria, meio desconfiada. Mas que olhar! Jamais me esquecerei como era lindo, expressivo e forte. Na semana seguinte – sabe lá deus como –, te levei lá para nossa casa. Ainda desajeitada, eu fui me virando. Não sabia preparar mamadeira, fazer papinha e nem te dar banho. Mas imediatamente, como um toque de mágica, aprendi a ser mãe.

Não foi difícil. Meu amor por você foi imediato e tão visceral que tudo foi fluindo. E você foi crescendo, alegre, sempre risonha. E, a cada dia, uma nova descoberta. Você começou a sentar, nasceram seus dentinhos, você aprendeu a bater palminhas, saiu engatinhando. Até que um dia, cheguei do trabalho e lá estava você: andando! Veio correndo até mim com os braços abertos, sorridente, toda orgulhosa de seu próprio feito.

Depois, vieram as primeiras palavrinhas: gato, água, papai, Cascão, peixe. Quando eu já estava desistindo, saiu um “mamãe”. Desde então, é o mais ouço. E, apesar de às vezes eu estar cansada, estressada, é a palavra que mais me anima a seguir. Eu sou feliz a cada dia, a cada hora, a cada minuto que estou com você. Hoje, te vejo correndo pela casa, indo à escola, cantando, dançando, e sua alegria é o encanto da minha vida.

Te amo muito, filha! Você não saiu do meu ventre. Mas estava escrito nas estrelas (ou em algum outro lugar, eu tenho certeza) que nós nos encontraríamos.

Da Andrea para o Mateus

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Nunca fui daquelas que sempre sonhou em ter filho a qualquer custo. Produção independente? Nem pensar! Romântica, o filho tinha que ser conseqüência de um relacionamento bacana. Filha única de pais separados eu sonhava com o pacote “família”. Ou era isso ou eu ia continuar por aí trabalhando, saindo, namorando, viajando, curtindo a vida com os amigos. O que, tenho que confessar, não era nada ruim.

Bem, ambos demoraram  a chegar. O relacionamento bacana e, consequentemente, o filho. Eu já nem contava mais tanto com isso. Mas… Casei aos 35 e fui mãe aos 38!  Ele veio para me virar do avesso já a beira dos 40. E foi a melhor coisa que poderia me acontecer.

A mulher independente, desgarrada, que achava que dava conta de tudo e que podia controlar qualquer coisa, de repente se viu às voltas com o leite que parecia pouco, com os banhos que não tinha coragem de dar, com as febres que não podia controlar e totalmente dependente de um amor que teimava em aumentar.

E assim vamos seguindo há quase seis anos.Continuo às voltas com o temperamento forte e impetuoso deste serzinho de pouco mais de um metro de altura, mas que vira um gigante na hora de se impor e lutar pelo que quer e com os tombos e outros sustos maiores que não posso controlar, porém mais corajosa e ainda mais dependente de um amor que nunca vi igual.

Filhote, meu “Piolho”, meu parceiro de leitura, de “produções artísticas”, de viagens, meu defensor e protetor, você é pra mim exatamente aquilo que seu nome significa: uma dádiva de Deus. Te amo mais do que o infinito! 

10891549_10203203173187877_7439613085423149103_nDa Dani pra Biba e Nanda

Desde que me entendo por gente sou mãe. Mais da metade da minha vida! Desde o tempo da fralda de pano, de zero grana, de nem saber o que seria do meu futuro. Só tinha certeza de uma coisa: nossa vida juntas seria incrível. E foi. E é!

Olho pra vocês e penso nas mamães dos lindos bebês acima e do medão que dá quando imaginamos que alguma coisa pode dar errado. Não dá! Claro que tem uma carteira de vacinação mal preenchida, uns tombos que deixam cicatrizes, uns atrasos, cansaço, cobranças, muitas contas, briga, birra, mal criação. Mas tem tanto amor, mas tanto amor, que o que dá errado vira aprendizado. O que não vira, se transforma em piada. 

Ok, ok, não aprendi a cozinhar, verdade. Devia ter dito mais “não” e guardado dinheiro. Mas aí não teríamos criado o Apezinho juntas, né? Pra dar um jeito no que não nos preparamos e ter mais um motivo pra dizer amo vocês em todas as oportunidades editoriais do blog. Essa aqui é uma dela: amo você, Biba. Amo você, Nanda. E obrigada! Sou pura admiração e orgulho. E vamos em frente que um dia o almoço – COMPLETO – será feito por mim! Ou não me chamo Daniela Pereira! <3

Nota do Apezinho: Esses ratinhos maravilhoso foram encontrados nesse perfil apaixonante do Instagram!

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1 comentário

  • RespondaLInda Rubimmaio 6, 2015 at 7:40 am

    Parabéns! adorei o “apezinho”. Vida longa para tanta sensibilidade.

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