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Vilas comunitárias

novembro 21, 2018

Comunidades “cohousing” são comunidades intencionais. Elas são criadas e dirigidas por seus moradores. Cada família tem a sua casa completa, mas existe um empenho grande em desenvolver atividades comuns, como, por exemplo, as refeições. O mais legal é que elas serão comuns na medida em que as pessoas quiserem que sejam. Pode ser uma vez por semana, podem ser todos os jantares! Em cohousing tudo é uma opção, nada é obrigação! :)

Uma outra boa definição para o movimento é imaginá-lo como uma forma de combater a alienação e isolamento que muitos experimentam hoje, recriando o apoio da boa vizinhança do passado. Isso pode acontecer em qualquer lugar: na sua rua ou em uma nova comunidade.

A ideia de cohousing surgiu na Dinamarca, na década de 1960, entre grupos de famílias que estavam insatisfeitos com as suas moradias e com as suas comunidades. Este grupo desenvolveu o projeto cohousing Sættedammen, que é a mais antiga comunidade cohousing conhecida no mundo. Em 1988, os arquitetos americanos, Kathryn McCamant e Charles Durrett, visitaram várias comunidades, trouxeram o conceito para os EUA e cunharam o termo e escreveram um livro sobre o assunto.

Dinamarca, norte da Europa, Estados Unidos, Canadá, Austrália, a experiência se espalhou pelo mundo! As comunidades são compostas por solteiros, casais e famílias, mas há também espaços específicos para pessoas com mais de 50 anos ou só para mulheres. Cohousing pode ser urbana, suburbana ou rural. As moradias são pequenas e de baixo custo e privilegiam os espaços comuns. De preferência, verdes!

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A estrutura não-hierárquica, empregando um modelo de tomada de decisão por consenso, é comum na gestão cohousing. As relações sociais entre os moradores estão acima de qualquer interesse. Nesse link encontramos um bom resumo do movimento:

Arquitetura que une – A disposição das casas é planejada para fortalecer a proximidade entre os moradores. Em geral, são construídas de 20 a 40 residências, umas de frente para as outras, com jardins e áreas de lazer entre elas.

Casa própria – Cada família vive com privacidade em sua própria casa, mas convive com toda a comunidade, por exemplo, na hora das refeições, feitas na cozinha coletiva.

Vida comunitária – A chamada common house possui uma ampla cozinha, sala de jantar, lavanderia, biblioteca, sala de ginástica, oficina de artes e espaço de lazer, tudo coletivo.

Divisão de trabalho – Os moradores dividem tarefas, como o cuidado com hortas e jardins e a varrição das calçadas. Em uma oficina coletiva, ficam os equipamentos para essas atividades.

Respeito ao meio ambiente – Os moradores utilizam transportes alternativos. Os espaços ao ar livre são pensados para os pedestres. O estacionamento fica em uma área periférica.

Colaboração – É comum os carros e as bicicletas serem compartilhados e os pais fazerem uma escala para levar e buscar as crianças na escola. As decisões sobre a comunidade são tomadas por todos, sem hierarquia.

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No Brasil ainda não há cohousing construída, mas o interesse só cresce. A arquiteta e urbanista Lilian Lubochinski criou um grupo de discussão no Facebook com o propósito de facilitar a disseminação desse modo de viver tão simples e desafiador! Há alguns meses acompanho as conversas do grupo com muita atenção e só tenho aprendido com ele.

Ficou curioso? O site UK Cohousing Network é uma das fontes de informação que nos apresenta esse estilo de vida tão diferente da nossa realidade, mas bem possível! Quem sabe você não se anima e inicia um movimento em sua cidade: Creating a life togetherGrupos de brasileiros tentam criar a primeira cohousing do paísWikipedia, Cohousing dos Estados Unidos e Cohousing Brasil são outros endereços bem ilustrativos. Pra fechar, nesse link você tem várias imagens de cohousings ao redor do mundo. Cada lugar…

No Rio de Janeiro uma ideia muito similar, porém em menor escala, surgiu no Cosme Velho, na Comunidade Satyamitra.

Não são famílias, mas sim jovens que inclusive estão anunciando um quarto vago, rodeado por bastante verde, com luz da manhã e uma vibe bem bacana.

Falando em co-habitar, a galera dessa comunidade medita junta, que delícia de energia!Essas fotinhos são do local, se quiser conferir mais e falar diretamente com a anunciante, é só acessar a oferta no portal Appzinho. :)

Nota do Apezinho: aproveita o clima e dá uma lida nesses posts! Vida Simples, Vida no Interior, Felicidade sem pressaSeja um bom vizinho e Vivendo com o essencial.

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7 Comentários

  • RespondaMaria Lizabete de Souzaoutubro 24, 2014 at 7:38 pm

    Quero participar dessa construção e dessa comunidade. Obrigada Liza

  • Respondamariaabril 7, 2015 at 12:32 pm

    A ideia é ótima. Com certeza quero participar de projetos assim.

    • Respondalilianmaio 15, 2015 at 2:53 pm

      Estamos organizando um grupo para uma cohousing em São Paulo. O primeiro workshoop será na segunda quinzena de junho. Se vc quiser participar, entre na página https://www.facebook.com/groups/1569366906648485/

      • Daniela Pereira
        RespondaDaniela Pereiramaio 17, 2015 at 8:23 pm

        Obrigada, Lilian! Me cadastrei no grupo. Beijos e volte sempre!

  • RespondaRebecamaio 7, 2015 at 1:11 pm

    Minha família ja faz algo parecido. Vivemos em um prédio onde cada apt é de um tio ( irmãos da minha mãe) , são 7 apartamentos , e todos vivemos de forma coletiva, compartilhamos quase tudo

  • RespondaCelia Lopesnovembro 10, 2016 at 12:07 pm

    Gostaria de encontrar pessoas interessadas em implementar uma cohousing em Santos

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