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Vilas comunitárias

agosto 12, 2014

Comunidades “cohousing” são comunidades intencionais. Elas são criadas e dirigidas por seus moradores. Cada família tem a sua casa completa, mas existe um empenho grande em desenvolver atividades comuns, como, por exemplo, as refeições. O mais legal é que elas serão comuns na medida em que as pessoas quiserem que sejam. Pode ser uma vez por semana, podem ser todos os jantares! Em cohousing tudo é uma opção, nada é obrigação! :)

Uma outra boa definição para o movimento é imaginá-lo como uma forma de combater a alienação e isolamento que muitos experimentam hoje, recriando o apoio da boa vizinhança do passado. Isso pode acontecer em qualquer lugar: na sua rua ou em uma nova comunidade.

A ideia de cohousing surgiu na Dinamarca, na década de 1960, entre grupos de famílias que estavam insatisfeitos com as suas moradias e com as suas comunidades. Este grupo desenvolveu o projeto cohousing Sættedammen, que é a mais antiga comunidade cohousing conhecida no mundo. Em 1988, os arquitetos americanos, Kathryn McCamant e Charles Durrett, visitaram várias comunidades, trouxeram o conceito para os EUA e cunharam o termo e escreveram um livro sobre o assunto. 

Dinamarca, norte da Europa, Estados Unidos, Canadá, Austrália, a experiência se espalhou pelo mundo! As comunidades são compostas por solteiros, casais e famílias, mas há também espaços específicos para pessoas com mais de 50 anos ou só para mulheres. Cohousing pode ser urbana, suburbana ou rural. As moradias são pequenas e de baixo custo e privilegiam os espaços comuns. De preferência, verdes!

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A estrutura não-hierárquica, empregando um modelo de tomada de decisão por consenso, é comum na gestão cohousing. As relações sociais entre os moradores estão acima de qualquer interesse. Nesse link encontramos um bom resumo do movimento:

Arquitetura que une – A disposição das casas é planejada para fortalecer a proximidade entre os moradores. Em geral, são construídas de 20 a 40 residências, umas de frente para as outras, com jardins e áreas de lazer entre elas. 

Casa própria – Cada família vive com privacidade em sua própria casa, mas convive com toda a comunidade, por exemplo, na hora das refeições, feitas na cozinha coletiva. 

Vida comunitária – A chamada common house possui uma ampla cozinha, sala de jantar, lavanderia, biblioteca, sala de ginástica, oficina de artes e espaço de lazer, tudo coletivo. 

Divisão de trabalho – Os moradores dividem tarefas, como o cuidado com hortas e jardins e a varrição das calçadas. Em uma oficina coletiva, ficam os equipamentos para essas atividades. 

Respeito ao meio ambiente – Os moradores utilizam transportes alternativos. Os espaços ao ar livre são pensados para os pedestres. O estacionamento fica em uma área periférica. 

Colaboração – É comum os carros e as bicicletas serem compartilhados e os pais fazerem uma escala para levar e buscar as crianças na escola. As decisões sobre a comunidade são tomadas por todos, sem hierarquia. 

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 No Brasil ainda não há cohousing construída, mas o interesse só cresce. A arquiteta e urbanista Lilian Lubochinski criou um grupo de discussão no Facebook com o propósito de facilitar a disseminação desse modo de viver tão simples e desafiador! Há alguns meses acompanho as conversas do grupo com muita atenção e só tenho aprendido com ele.

Ficou curioso? O site UK Cohousing Network é uma das fontes de informação que nos apresenta esse estilo de vida tão diferente da nossa realidade, mas bem possível! Quem sabe você não se anima e inicia um movimento em sua cidade: Creating a life togetherGrupos de brasileiros tentam criar a primeira cohousing do paísWikipedia, Cohousing dos Estados Unidos e Cohousing Brasil são outros endereços bem ilustrativos. Pra fechar, nesse link você tem várias imagens de cohousings ao redor do mundo. Cada lugar…

Nota do Apezinho: aproveita o clima e dá uma lida nesses posts! Vida Simples, Vida no Interior, Felicidade sem pressaSeja um bom vizinho e Vivendo com o essencial.

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7 Comentários

  • RespondaMaria Lizabete de Souzaoutubro 24, 2014 at 7:38 pm

    Quero participar dessa construção e dessa comunidade. Obrigada Liza

  • Respondamariaabril 7, 2015 at 12:32 pm

    A ideia é ótima. Com certeza quero participar de projetos assim.

    • Respondalilianmaio 15, 2015 at 2:53 pm

      Estamos organizando um grupo para uma cohousing em São Paulo. O primeiro workshoop será na segunda quinzena de junho. Se vc quiser participar, entre na página https://www.facebook.com/groups/1569366906648485/

      • Daniela Pereira
        RespondaDaniela Pereiramaio 17, 2015 at 8:23 pm

        Obrigada, Lilian! Me cadastrei no grupo. Beijos e volte sempre!

  • RespondaRebecamaio 7, 2015 at 1:11 pm

    Minha família ja faz algo parecido. Vivemos em um prédio onde cada apt é de um tio ( irmãos da minha mãe) , são 7 apartamentos , e todos vivemos de forma coletiva, compartilhamos quase tudo

  • RespondaCelia Lopesnovembro 10, 2016 at 12:07 pm

    Gostaria de encontrar pessoas interessadas em implementar uma cohousing em Santos

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